Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Ah que calor (rá) que hace acá!!!!!

E então que inventei de ir com uma amiga para o Chile. Passar uns dias em Santiago e depois esquiar no Valle Nevado.

Fazer a mala e imaginar o que vc vai ter vontade de usar dali a mais ou menos uma semana sem saber o que te espera em outro país já é difícil o suficiente (no blog da oficina de estilo tem várias dicas ótimas de como fazer a mala, mas ainda assim eu acho dífícil), imagina quando você sabe que no seu destino faz frio de até 15ºC NEGATIVOS???? E quando você inventa de fazer um esporte que não dá pra praticar no seu país e a roupa apropriada para isso é cara e feia que dói??? Complicado, né? Bom, nem tanto.

Pra começo de conversa, pra enfrentar esse frio absurdo, que a gente nem sonha em enfrentar aqui no Brasil, o ideal é comprar underwear apropriado. E é sobre isso esse primeiro post sobre roupa de frio.

Esse underwear é uma roupa fininha, que esquenta bastante e que deixa a pele transpirar sem deixar cheirinho nem incômodos pelo suor (mesmo com mega frio lá fora andar e esquiar esquentam que é uma loucura, fora que normalmente os lugares têm aquecimento interno, então temos de deixar a pele respirar). Algumas peças térmicas - camisetinhas (cerca de 3, sendo 2 pretas e uma branca) e 2 leggings pretas quentinhas - são suficientes, já que dá pra lavar tudo no banho e deixar secando no aquecedor que normalmente tem nos hotéis. Esse tipo de roupa não é tão cara, ocupa pouco espaço na mala e pra quem mora em São Paulo ou em lugares mais frios não é inútil depois da viagem, pois no inverno temos dias em que o termômetro despenca e acaba até sendo interessante ter algumas peças dessas.
Além disso, pra quem não pretende esquiar com frequência e/ou tem coragem suficiente para alugar roupitchas de esqui nas estações, esse underwear é fundamental. Primeiro porque ele evita que a roupa alugada entre em contato direto com o seu corpo e segundo porque faz todo o trabalho de te esquentar de verdade, já que essas roupas não esquentam quase nada, pois elas só são impermeáveis e mais nada.

Além disso, ter essas peças ajuda muito na produção, já que vc não precisa super se encapotar pra sair na rua (na cidade, veja bem. Na neve são outros 500 e outro post). Por exemplo:

Legging por baixo da calça jeans + camisetinha quentinha sob camisetinha bonitinha + jaquetinha fofa = modelito pra bater perna pela cidade sem bater o queixo de frio extremo e sem parecer o bonequinho da Michelin:

Eu na frente do Cerro San Cristóbal (tá vendo a camiseta preta quentinha debaixo da camisetinha bonitinha, na gola?)

Justiça seja feita, aqui em São Paulo existem várias lojas de roupas de neve, mas acabei comprando o meu underwear na Decathlon, na parte da loja dedicada a caminhadas (marca Quechua). Achei o preço justo pela tecnologia que as roupas trazem: paguei cerca de R$ 70,00 em cada legging e cerca de R$ 60,00 em cada camisetinha e e devo dizer que, debaixo da roupa de neve, da calça jeans e da camisetinha fofa essas roupas salvaram o meu turismo!

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Parece mentira mas não é

Gente, depois de um longo jejum estou aqui, mas só pra dizer que vou ali e já volto.

Acabei de chegar de viagem e ainda estou me organizando, e aviso que logo menos vem aí um post sobre uma coisa que tirou meu sono nos últimos dias: roupa para neve. DEUS DO CÉU, COMO É DIFÍCIL ACHAR ALGUMA COISA APROPRIADA PRO FRIO DE -20ºC E QUE NÃO TE DEIXE COM A APARÊNCIA DE OBESA MÓRBIDA!!!!!!!


Anyway, como eu disse, estou me organizando e quando tudo estiver devidamente organizado volto pra mostrar as soluções que encontrei.


XOXO


Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

Produção na rede

Imaginem brincar de ter um closet enorme e cheio de opções fantásticas de cores, modelos e marcas. Imaginem então ser uma editora de moda, decidindo e editando looks? Imaginem então ter isso tudo virtualmente. Pronto, você já entendeu o que o Polyvore (http://www.polyvore.com/) faz.

Lá dá pra produzir looks fantásticos a partir das peças que já estão no site e dá também pra colocar as imagens que você quiser, fazendo upload de imagens. Basta arrasta-las para a tela de produção e ir montando os looks. Tem de tudo: vestidos, calças, saias, shorts, camisetas, jóias, bijoux, sapatos, sandálias, lenços, chapéus. Aí, depois de pronto, você pode publicar seu look ou salvá-lo como rascunho para voltar depois e continuar a monta-lo.

O site é simplesmente uma perdição para quem tem apenas alguns minutinhos pra gastar na Internet, porque a quantidade de possíveis combinações é praticamente infinita.

No Polyvore também é possível criar um perfil, compartilhar interesses, comentar os looks criados por outros usuários, divulgar seu blog... como se fosse um orkut fashion - delícia!!!!!




Brincando de boneca

Sábado, 11 de Outubro de 2008

Ainda falando de pechinchas...

Continuando o assunto sobre pechinchas, fica aqui também uma boa dica de outlet pra quem vai para Nova Iorque, o Woodbury Common Outlets.

Lá é um outlet a céu aberto, parece uma mini-cidade fofa do interior, com coretinho, praças, música (boa) ao vivo e as lojas ficam em casinhas lindas que parecem de cenário.

As lojas são fantásticas: só marcas boas e descontos ótemos. Tire um dia inteirinho da sua viagem para fazer as compras lá no Woodbury, que fica em Nova Jérsei, a uns 50 minutos de NYC. O ônibus sai da estação rodoviária Port Authority (facílimo de ir de metrô), e tem vários de ida e de volta ao longo do dia.

(O vestido da capa da minha Elle fictícia é da BCBG MaxAzria e comprei na Saks 5th Avenue Off por míseros USD 150,00!!!!! Viram como vale a pena????)

Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

Compritchas!!!

Miami, como eu já disse, não é feita só de compras. Mas, como em qualquer canto minimamente civilizado dos EUA, tem lojas fantásticas, com roupas incríveis e preços razoavelmente bons.

Imagine agora tudo isso num shopping confortável, bonitinho, com as melhores marcas e tão grande que vc demoraria umas 10 horas (ou mais) pra ver tudo? Parece bom? Bom, pra fechar o sonho com chave de ouro, acrescente aí alguns mega descontos. Pronto: estamos nos Colonade Outlets, no Sawgrass Mall.
Trata-se de um shopping enooooooooooooooorme, dentro de um complexo maior ainda. E o melhor, só de lojas de descontos!!!! Dá pra comprar roupas, sapatos, tênis, brinquedos, roupas de bebê e de criança (a Carters é simplesmente irresistível e ultra barata) por bagatelas. Exemplo: comprei uma camisa verde bandeira, acinturada, com maguinhas bufantes e ultra feminina numa lojinha qualquer e paguei USD 7,00!!!!! Dá pra acreditar?

Na Banana Republic comprei uma malhinha de padrão argyle (eu tava louca por uma) por USD 60,00 e uma camisa branca lhiiiiiiiiiinda com botões dourados e babadinhos por USD 16,00.

Mas foi na Gap que eu fiz a festa. Mini saia de lã por USD 23,00, calças sociais por USD 11,00 (trouxe uma de cada cor), malhinhas por USD 7,00, mega cardigans por USD 11,00, camisetinha por USD 8,00, calcinhas fofas por USD 3,00 cada, dentre outras pechinchas...
No Sawgrass tem ainda a Saks 5th Avenue (ótima pra comprar cocktail dresses e vestidos de festa), tem também a Nike Outlet (e muitas outras outras) pra comprar tênis e relógios esportivos por preços fantásticos (comprei um relógio lhiiiiiiiindo por USD 25,00!!!!! INCRÉIBLE!!!!!!!), a Tommy Hilifiger e a Ralph Lauren pra comprar polinhos fofas, Victoria's Secret com produtos ligeiramente mais baratos do que nas lojas regulares...

Fora tudo isso, o shopping conta com as lojas-desejo Burberry, Valentino, Roberto Cavalli, Juicy Couture, Max Mara, Hugo Boss, Salvatore Ferragamo, Barney's New York...
De qualquer forma, o grande barato de comprar em outlets é saber combinar as peças com estilo, com aquelas mais grifadas que vc já tem (ou não, rs), comprando com a noção de que é possível que a sua compra pode não ser tão útil (ou durável) daqui a alguns meses - daí o mega desconto.

Abaixo seguem algumas fotos de pecinhas que eu comprei que eu peguei no site da Gap. Prometo que assim que eu fizer algumas produções com as peças-pechincha eu posto pra vocês verem.

Pechinchas ianques!!!!

Domingo, 5 de Outubro de 2008

Enquanto isso, na sala da justiça...

Fui, mas voltei. Semaninha merecida viajando de férias e quase 1 mês de jejum do blog. Mas tenho várias coisas boas para comentar, inclusive sobre a férias, e aos poucos vou contando tudo para vocês...



Pra começar, uma dica não de moda, mas de gastronomia:
Quem vai pra Miami normalmente está em conexão para os parques de Orlando ou atrás de preços baixos para fazer compras de eletrônicos e em outlets, certo? ERRADÍSSIMO!!!!! Miami tem uma vida noturna agitadíssima (até aí, sem grandes novidades) e uma ótima gastronomia. South Beach conta com restaurantes lindos, deliciosos e ótimos para ver gente bonita. Durante as minhas recentes férias por lá e passeando sem muito rumo pela Ocean Drive e Washington Avenue tive a sorte de conhecer dois deles, o Nemo e o Prime One Twelve.

O Nemo conta com um cardápio sazonal, que muda ao longo do ano, combinando os produtos disponíveis na estação e criando pratos frescos, sofisticados e deliciosos. A espera é num lindo bar logo na entrada e você pode optar por jantar nas mesinhas que ficam na calçada, fugindo do ar-condicionado exagerado e aproveitando as noites quentes de Miami. O Prime One Twelve é uma casa de carnes chic, com um menu bem saboroso e conta com vários ambientes, inclusive mesinhas mais escondidinhas (para private parties) e mesas na varanda. Em ambos os restaurantes o atendimento é impecável e, se você der sorte, pode dar de cara com uma celebridade em plena terça-feira à noite...

Nemo Restaurant
100 Collins AvenueMiami Beach, Florida 33139305.532.4550 · 305.532.4187
http://www.nemorestaurant.com/

Prime112
112 Ocean Drive
Miami Beach, Florida 33139305.532.8112 · 305.532.8778
http://www.prime112.com/


Pick one!
Fotos: divulgação

Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008

Momento mulherzinha - parte IV

Bom, depois de tanto falar sobre o atual momento femininíssimo da moda, vamos ao que realmente interessa: como fazer para usar os vestidos, laços, saias, batom vermelho, luvas, delineador, babados e etc. sem ficar parecendo uma caricatura da sua avó? Vamos lá:

1. Deixe a pashmina em casa. Se estiver frio, coordene o visual com um belo cardigã, também super em alta. Aliás, a mistura de texturas deixa o look super atual. A jaqueta de couro, por exemplo, é uma ótima opção;

2. Nada de maquiagem perfeita. Não pode parecer que você foi ao cabelereiro se arrumar. Uma pele bonita, bem preparada e rosadinha com quilos de rímel (aqui pode exagerar sem medo de ser feliz!) e uma boca nude é o suficiente!!! Se for optar pelo batom vermelho, uma camadinha básica de rímel e só!

3. Cabelos naturais: sim, você leu certo. Nada de coques ou de escova perfeita, deixe seu cabelo à vontade, com as ondas soltas e indomadas. Se optar por prendê-los, faça um penteado mais soltinho, com cara de "fiz em casa com 3 grampos que achei na gaveta na última hora" ou tranças soltinhas, desfiadas, com ar 70s, que podem ficar soltas ou virar a base para um preso.

Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

Boyish/Girlie



Há quem diga que a recente aparição de Katie Holmes com um skinny jeans foi uma folga para que a tão falada calça jeans larguinha, que ela costuma dobrar na bainha, fosse lavada. Realmente, tudo leva a crer que a história foi essa mesmo, pois esses dias ela apareceu em Nova Iorque, saindo dos ensaios da peça "All My Sons" (que deve estrar na Broadway em breve) com quem? A calça baggy com a bainha dobrada!!!! Aparentemente, ela apostou mesmo na tendencinha que ela praticamente lançou... mas o que ficou lindo mesmo foi o contraste da calça larga com a combinação da franjinha+mega óculos escuros+ brincos de pérolas. Fofa e fashion!!!!

Foto: site Vogue UK.

Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Momento mulherzinha - parte III

Ainda falando de vestidos, seja pela feminilidade óbvia da peça, seja pela facilidade em se vestir e ficar linda instataneamente, fato é que os vestidos não duraram apenas uma temporada (ADORO!), como é a sina das megatendências, que, por serem tão "in", e tão faladas, comentadas, copiadas, vistas, discutidas e fotografadas acabam ficando tão comuns que caem no esquecimento e somem com a mesma rapidez com que apareceram.
Acontece que com o vestido aconteceu exatamente o contrário: o que se viu foi um esforço coletivo no sentido de reeditá-lo, a fim de não deixar o look de peça única cair no tédio.


Desfile da coleção verão 2009 Reinaldo Lourenço



Desfile da coleção verão 2009 Forum
Aliás, tédio é algo que não combina em nada com os vestidos da vez. E se você, ao pensar "vestido", pensou no LBD (Little Black Dress - o famoso "pretinho básico"), pense de novo. Claro que o LBD não caiu um desuso (isso NUNCA, jamais!!!!), mas os vestidos mais up-tp-date de hoje são estampados, têm babados, bordados, recortes e aplicações em metais. E todo este esforço coletivo pela volta e continuação do reinado do vestido, em conjunto com a inspiração lady like que permeia a moda há algum tempo resultou num revival muito mais específico: os Cocktail Dresses, ou o outfit da Cinderela contemporânea.






Os CD são exatamente o tipo de roupa que se define por exclusão: chic demais para usar no dia-a-dia sem ser chic o suficiente para encarar uma festa black tie. Pensem em Carrie saindo para jantar com Mr. Big, got it?

E este conceito de Cinderela moderna está justamente aí: o CD é perfeito para programas menos formais, que costumam começar mais cedo do que as festas que se estendem por toda a madrugada, como jantares, vernissages, jantares, inaugurações, estréias, ou seja, eventos em que vocês precisa de um ar "easy chic", entre a calça comprida e o vestido longo.



Vestidos à venda no net-a-porter

Sábado, 9 de Agosto de 2008

Radio News

Como moda e música andam juntinhas (pois, como disse Giovanni Frasson, moda é "apenas" mais um meio de comunicação à nossa disposição), me achei na obrigação de divulgar a mais nova rádio de música boa de São Paulo, a Oi Fm. Deu no Petiscos, dá pra ouvir pela internet, tem propaganda engraçadinha rolando na TV e tudo, mas o mais legal mesmo é a programação, super eclética e de ótima qualidade. Toca desde clássicos até bandas descoladinhas e ainda desconhecidas. O único inconveniente é que nos horários que costumo escutar o rádio (obviamente, no rush paulistano de 2ª a 6ª, entre 8 e 9h e entre 18 e 20h) já rolaram algumas repetições de repertório... mas mesmo assim, supe vale a pena!
Vai lá: fm 94,1.

Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

Mais uma de Carrie...

Não é só no nosso closet que Carrie Bradshaw manda. As livrarias estão tendo de correr para atender a demanda que o filme mais comentado do ano causou: o livro de cartas de amor que Carrie lê no filme como pesquisa para escrever um livro sobre amor (e que, no final da história, acaba ajudando na reconciliação dela com Mr. Big) causou frisson nas livrarias de Londres, que receberam enxurradas de pedidos de um livro que não existia!!!! Isso mesmo: o livro que vemos no filme é completamente fictício apesar das cartas mencionadas serem reais. Resultado: a editora Pan Macmillan, do Reino Unido, acabou publicando o livro, que se chama Love Letter of Great Man, e custa £ 9.99. Dá pra ler um pouquinho do livro aqui, e não, não há previsão de tradução ou lançamento por aqui no Brasil... o jeito é caprichar nas aulinhas de inglês e no dicionário de termos, digamos, mais arcaicos e formais...


Alguém viu meu Michaelis por aí?

Veja este post no Petiscos

Terça-feira, 5 de Agosto de 2008

Jogo rápido

Gentem, entrei rapidinho só pra postar o link da foteeeenha Girlie Chic no flickr dos encontrinhos -aqui ó, com as fofas da Oficina de Estilo!!!! Bjs!!!

Momento mulherzinha - parte II

Para falarmos do momentinho lady é fundamental falar da peça mais feminina que já foi inventada: o vestido, que durante algum tempo foi deixado em segundo plano pelos estilistas, mas que, felizmente, de uns tempos pra cá, voltou a cair no gosto da mulherada.




Vestidos-escândalo Lanvin, Giambatista Valli e BCBG MazAzria

A volta triunfal do vestido começou com algumas it girls trocando os modelos longos, tradicionais em festas, premiações, estréias, etc., por modelitos mais curtos, fluídos, com um ar muito mais jovial do que o sisudo longo de noite. A partir daí, a indústria da moda identificou um desejo das mulheres por um visual mais feminino e o que se viu foi uma profusão de coleções recheadas de vestidos fofos, com modelos que iam da festa ao trabalho, passando pela balada e pelo jantar de negócios, com os amigos e com o namorado, ou seja, modelos de vestidos para todos os gostos, bolsos e ocasiões.
As sempre chiquérrimas Charlize Theron, de Giambattista Valli e Natalie Portman, de Lanvin

Domingo, 27 de Julho de 2008

Por uma alta-estima higher!!!!!

Depois de um longo período sem postar nada, voltei com tudo, com mil idéias e com uma vontade doida de falar loucamente. E não quero só falar de moda, quero falar de atitudes, de formas diferentes e saudáveis de encarar a vida, de beleza, e de moda também.
Toda essa animação vem de alguns chacoalhões que a vida dá e nos mostra o que realmente é importante. Faz a gente parar pra ver que nós somos as pessoas que devemos nos preocupar em fazer feliz e que existem mil e uma maneiras de fazer isso acontecer.


Eu já vinha pensando nisso durante o meu jejum produtivo, mas acho que eu só comecei a entender o que vinha se formando na minha cabeça quando a Bá postou Beleza Subversiva. Fiquei dias pensando no que ela disse e digerindo tudo o que estava escrito (e tb o que não estava, mas que ela disse mesmo assim) lá.


Depois, a Sammya, do Peek a Boo!!, nos escreveu comentando o texto e relacionando com o movimento iniciado pela Dra. Vodca, o da arte da auto-estima higher (ótemo - passa lá no Vodca Barata, tem vários textos relacionados e um deles pode salvar a sua vida!). Como fazia um tempo que eu não passava lá, decidi recuperar o tempo perdido e me consultar com a Dra. Vodca, pra ter uma idéia do que era esse movimento.


Aí eu entendi tudo - o que nossos pais, best friends e terapeutas sempre disseram pra gente desde que a gente entrou na adolescência (mas que a gente sempre fez questão de se achar triste e feia demais pra pensar em aplicar na nossa vida) vem vindo com tudo, num movimento super-hiper-power "eu sou mais eu".


E não entenda isso como uma postura arrogante e narcisista diante do mundo. É bem diferente disso, pois a arte da auto-estima higher prega apenas que sejamos mais positivas diante das coisas (aparentemente ruins) que acontecem com a gente. Que façamos alguma coisa para espantar a tristeza e preguiça que nos acometem num momento de auto-piedade (vejam os pensamentos de Clarice pro Domingo - alguns aqui e aqui - das meninas da Oficina de Estilo, principalmente o que fala da cor vermelha, meu preferido).


Também não se trata de uma apologia à vaidade gratuita (até porque isso é chaaaaaaaaaaaaaaaato....). É apenas um incentivo para que nos sintamos melhor sendo nós mesmas. E isso faz toda a diferença em nossas vidas, pois, se nos sentimentos bem, estamos felizes. E quando estamos felizes tudo flui melhor, inclusive as coisas ao nosso redor.


Por isso, atitude positiva sempre! E isso não significa bancar a Poliana, significa esforço pra entender que tudo acontece por um motivo e que a gente tem de aprender alguma coisa nessa vida. Temos de olhar pra frente e vislumbrar mil possibilidades de acertar e de ser feliz. E entender que céu é limite.
Com essa atitude, ninguém nos segura. Vamos ser lindas, felizes ("Ela é linda porque é feliz ou ela é feliz porque é linda?"), poderosas (from pain to power, lembram?) e chics até o último fio de cabelo. Porque não existe absolutamente nada mais chic do que ser bem resolvida, certo?


E pra fechar, nada melhor do que ver como as coisas funcionam na prática. E quem melhor pra nos ensinar isso do que as bravas princesinhas Audrey e Jackie O'? Elas nos ensinaram que a delicadeza e a beleza podem ser temperinhos importantes na hora de arregassar as mangas e enfrentar o que a vida nos reserva.


Por isso, citando literalmente (e de novo!) a propaganda do Boticário (que teve uma idéia incrível com essa nova campanha - veja o filme aqui), "Acredite na Beleza". Afinal, ela pode não fazer milagres, mas que ela te dá um gás pra correr atrás dele, ah isso dá!


Mais leveza dante da vida não faz mal a ninguém...

Terça-feira, 15 de Julho de 2008

Beleza Subversiva

Beleza subversiva

“Não seria bom viver num mundo sem vaidade?
Um mundo onde a imagem não tivesse importância alguma?
Um mundo onde fosse proibido chamar a atenção?
Não seria bom viver num mundo onde a beleza não fosse valorizada?
Não, não seria.
Acredite na beleza.”

O novo comercial do Boticário me chamou a atenção. Em uma cidade cinzenta, mulheres uniformizadas destroem saltos altos, não tem acesso a espelhos, ateiam fogo em produtos de beleza, enquanto um carro-de-som passeia pelas ruas irradiando a mensagem: “BELEZA NÃO!”. Até que alguém, a subversiva da história, certamente aborrecida com tal situação, corre ao encontro de numa caixinha empoeirada onde está guardado um batom vermelho. E, daí por diante, a cidade não foi mais a mesma.
A essência da campanha é acreditar no poder da beleza como agente transformador capaz de contagiar e transformar quem esteja por perto. Pois bem, por meio de pesquisas com mais de 2 mil consumidores, o Boticário constatou que quando as pessoas se sentem mais bonitas, para elas tudo fica mais vibrante, alegre e colorido.
Um mundo sem vaidade é chato. Como exemplo, podemos citar a China vivida pela Costureinha do filme ‘Balzac e a costureirinha chinesa’. O filme se passa no fim da década de 70, duro período de regime totalitário comandado por Mao Tse-Tung. De forma bem resumida, a história aborda a mudança de comportamento da Costureirinha e de dois amigos ao entrarem em contato com ‘livros proibidos’ advindos da cultura ocidental. O interessante é que as mudanças ocorridas na Costureirinha também foram notadas em seu corpo. Ela não se submeteu mais aos trajes impostos pelo regime de Mao. Com imaginação e um punhado de ousadia, a personagem passou a criar seus modelos, cortou os cabelos e resolveu tomar um rumo diferente na vida.
Um mundo com excesso de vaidade é tedioso. Mas, se sentir confortável dentro da própria pele é um luxo. E isso não é uma questão de ser alta, loira, magra e atlética. Não. É muito mais uma questão de ter cuidado consigo. Pele hidratada, depilação em dia, roupas no tamanho correto, lingerie que não marca, cabelos bem cuidados. Hoje, temos à nossa disposição um arsenal de roupas e cosméticos que fazem milagres.
Desde os imemoriais tempos da folha de parreira que cobriu Adão e Eva, por pudor e também por vaidade, nós convivemos com a busca pela beleza. Porém, seu conceito se modifica conforme o tempo e a cultura. Podemos citar a pintura e a plumagem usada pelos indígenas, os elos no pescoço das africanas, a maquiagem e os modos das gueixas, as vestes gregas, os olhos pintados dos egípcios.
Uma das grandes vantagens do nosso tempo tem o nome diversidade. Ponto para nós! Com uma gama extensa de alternativas fica mais fácil se encantar e se identificar com algumas das propostas que estão sendo apresentadas pela moda. Na temporada brasileira de primavera-verão 2009, por exemplo, vimos peças em diversos comprimentos, mais ripongas e mais chiques, coloridas e sóbrias. A idéia de multiplicidade prevaleceu nas passarelas. Então, diante deste quadro animador, nosso compromisso maior deve ser com a descoberta daquilo que nos faz bem.
Quer se inspirar pra fazer coisas diferentes? Leia revistas, dê uma olhadinha em sites. Se informe sobre novos jeitos de usar suas roupas antigas, novos jeitos de fazer maquiagem. Experimente. Procure o que mais tem a ver com você. É divertido! É necessário só um pouquinho de boa-vontade. Porque, como dizem as consultoras de moda da Oficina de Estilo, “o que mais toca a gente na vida é a roupa que a gente veste - mais que namorado, mais que marido, mais que filho ou amigas… - então é um super carinho escolher o melhor que a gente puder!”. Para se sentir legitimamente bonita, vale o esforço. Força na peruca porque não, não seria melhor viver em um mundo sem vaidade.

Domingo, 13 de Julho de 2008

Projeto SPFW 2008-09 por Lilian Pacce

















Sábado, 28 de Junho de 2008

Os 10 Melhores Bigodes do Cinema

A revista britânia Empire fez uma brincadeira elegendo os melhores bigodes do cinema. Segue abaixo a listinha infame, pra gente se divertir um pouco!





Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Quadrinhos no SPFW

Esperei alguém suscitar o tema quadrinhos nas semanas de moda brasileiras. O assunto, bem recente, movimentou meio mundo com a exposição, “Super-Heróis – moda e fantasia”, que ficará no MET de Nova York até o dia 1º de setembro.

Os heróis apareceram na Vogue América, na Bazaar, e até em um belíssimo ensaio da Playboy francesa. Aqui, no SPFW, Superman e Mulher Maravilha deram o ar da graça na passarela da 2nd Floor.


Olha um dos Mutantes com camiseta do Superman na década de 70!


O belíssimo ensaio da Playboy francesa de junho


Déjà vu Fashion Week

Chegamos ao fim de mais uma temporada de desfiles no Brasil. Em pleno inverno, estamos de olho nas novidades que rechearão as lojas no próximo verão. Bem, talvez novidade não seja a melhor palavra para definir o que vimos nas passarelas do Fashion Rio e São Paulo Fashion Week durante o mês de junho. Ficamos com uma sensação de déjà vu fashion e, conseqüentemente, nosso verão terá aquele gostinho de mais do mesmo.

Tivemos no Fashion Rio apostas recorrentes nos Anos 70, tendência que nos acompanha desde o último inverno. Essas referências boho aparecem pra gente em forma de tie-dye, calças boca-de-sino e pantalonas, bordados e trabalhos manuais, acessórios em couro cru, franjas, vestidos longos, cores fortes e florais. Vimos também uma pitadinha de inspiração oriental.

O São Paulo Fashion Week nos propôs um verão bastante democrático. Glória Kalil deu à estação o apropriado nome de ‘verão da liberdade’. Quer dizer que tem pra todo gosto? Sim. O bacana é que as chances de agradar o consumidor se multiplicam. O que fica meio complicado é apontar uma listinha absoluta de hits pra ficar com a cara do Verão 2009. Mas, diante de tanta diversidade, as peças que mais se repetiram nos desfiles foram:

O campeão absoluto das passarelas é o babado. Incansável, ele apareceu tanto em vestidos inteiros quanto em detalhes nas barras, golas e mangas. Ponto positivo: é bem feminino. Mas atenção! É bom ter cuidado para não agregar volume nas partes maiores do corpo.

Os vestidos apareceram muito e em propostas bastante variadas. Curtos, médios ou longos; fluidos ou ajustados; lisos, em estampas étnicas ou florais.

Os macacões são outra proposta bem interessante. Eles apareceram em diversos tecidos, curtinhos e compridos. Lindos!

Vimos na passarela calças saruel (calças de cavalo baixo, com perna afunilada), boca-de-sino, pantalona e skinny.

O colete, o jeans clarinho, os shorts curtos e soltinhos, e as saias também deram o ar da graça.

As cores mais vistas foram os chiquérrimos: branco, azul e as variações de marrom.

Domingo, 22 de Junho de 2008

O nome dele é Alexandre


Sábado, 10h30min da manhã. Um frio de lascar e a sala cheia (muito mais cheia do que em qualquer outra dia de aula do curso). Estávamos todas ansiosas por entrevistar (e conhecer) o gênio da moda e mestre do marketing Alexandre Herchcovitch.
Superansioso (não parou de esfregar a mãos e trocar de posição durante toda a entrevista), Alexandre é do tipo que não pára um segundo sequer: ele comanda com mão de ferro 4 linhas de roupa (jeanswear, pret-a-porter masculino e feminino e acessórios) e já fez de quase tudo: participou de novelas, escreveu livros, dá pinta de DJ, já desenhou linhas de roupa de cama, uniformes esportivos, estampas para band-aid®, modelos para a Melissa® (só para citar alguns) e faz questão de deixar claro que não quer parar tão cedo e tem sede de mais, muito mais. Alexandre é, definitivamente, um eterno insatisfeito.
Para montar uma coleção, Alexandre se inspira na construção da roupa que vai integrar essa coleção. Ele não tem um processo criativo definido, mas cerca de 8 meses antes do lançamento de sua coleção, Alexandre debate com Maurício Ianes, seu inseparável stylist e consultor criativo, temas da atualidade que possam servir de inspiração e deixa claro que suas coleções conversam entre si, (pois todas foram concebidas da mesma forma e, portanto, contém elementos que têm algum significado para Alexandre) mas que uma não necessariamente é continuação da outra.
Aliás, o ponto forte das criações de Alexandre, junto com a inovação de formas e a construção das peças é a identidade. E é exatamente isso o que ele sempre buscou: destacar-se, deixar claro, ao primeiro olhar, que a peça tem sua assinatura sem olharmos a etiqueta.
Mas a ambição de Alexandre não fica apenas no campo criativo. Empreendedor e com ótimo faro para os negócios, Alexandre tem loja própria em Tóquio e vende em multimarcas em Nova Yorque e Londres. E sua marca só não cresce mais porque tem limitações próprias de um negócio familiar, que foi concebido e é administrado pelo próprio Alexandre.
E é justamente aí que está a maior ambição de Alexandre: profissionalizar sua marca, deixando claro que não pretende se desfazer dela. O que ele busca é associar-se, ter respaldo financeiro, administrativo, livrar-se da burocracia. E era isso o que ele procurava quando entrou em negociações com o grupo I’M (Identidade Moda).
Perguntado sobre o que teria atrapalhado o fechamento do negócio, ele nos disse, com todas as letras: “eles não tinham dinheiro para me pagar”. E só. Talvez por um eventual dever de confidencialidade constante dos documentos de negociação com o grupo, talvez pelo fato de falar sobre algo que não lhe agrada, Alexandre não quis dar maiores detalhes sobre o que poderia ter dado errado. Ao perguntamos a Alexandre sobre sua associação com um outro grupo econômico (InBrands), ele foi categórico em dizer um seco e direto “não”. Ok, Alexandre, entendemos o recado.
Fato é que Alexandre ainda não desistiu de profissionalizar a sua marca. Ele declarou recentemente (em entrevista dada à Jornalista Lílian Pacce para o Caderno SPFW Primavera/Verão 2008) que o que mais o seduziu nas negociações com o grupo “I’M” foi a “idéia de uma gestão eficiente” e que “está conversando” com a InBrands e que fará o que for necessário e possível para o desenvolvimento de seu negócio e suas marcas, pois seu objetivo é “crescimento do negócio e das marcas, (...) desenvolvimento pessoal e profissional”.
E tudo isso aconteceu por que Alexandre busca ter mais disponibilidade para dedicar-se às suas incríveis criações e aos seus projetos paralelos, como trabalhos na TV (já participou da primeira temporada do reality show Brazil’s Next Top Model e aguarda convite para participar da segunda), a discotecagem e a docência (Alexandre é diretor do curso de graduação em moda do Senac).
Como diretor do curso de bacharelado, Alexandre comanda o programa de atualização dos coordenadores do curso e acompanha de perto os estudantes na fase final da graduação, pois supervisiona a elaboração de seus trabalhos de conclusão de curso.
Com isso, Alexandre tenta ajudar a melhorar o ensino de moda no Brasil, que, segundo ele, ainda está engatinhando (para se ter uma idéia, os professores que ele teve na faculdade não eram formados em moda e ele próprio teve de voltar para a faculdade por cerca de 1 ano – estudar, fazer provas e entregar trabalhos – para atender à exigências do MEC e só então assumir seu atual cargo de diretor no Senac).
Durante seu escasso tempo livre, Alexandre gosta mesmo é de ficar com sua família e amigos. Uma de suas paixões é viajar e ir a parques de diversão (ele simplesmente ama montanhas russas, e suas preferidas – Top Thrill Dragster e Milennium Force – ficam no parque Cedar Point, em Ohio, nos EUA).
Sua paixão por montanhas russas se contrapõe à imagem de pessoa centrada que passa a todos que conversam com ele. Talvez seja uma forma de extravasar toda a pressão do dia-a-dia que sofre um grande e bem sucedido criador e empreendedor. Talvez seja apenas um gosto. Fato é que Alexandre é uma pessoa de mil facetas, um eterno insatisfeito que arranja tempo para criar, estudar, empreender, se desenvolver e olhar para o futuro, pois é pra lá que ele vai. E antes de todo mundo.